O abandono


O capítulo de hoje tem o início triste, mas o final... !!SPOILER ALERT!! é super legal!


Antes de continuar com a minha história, acho muito importante lembrar que dividir a vida com um cão costuma melhorar a qualidade de vida das pessoas em muitos sentidos: reduz a sensação de solidão, favorece as relações sociais, ajuda a manter a forma, incentiva o sorriso, etc. Muitas pessoas aproveitam a companhia de um animal de estimação e não pensariam nem por um segundo na possibilidade de se desfazer do seu cão, que, frequentemente, é considerado como parte da família.


Assim como muitos cães são amados por seus tutores, outros são simplesmente descartados facilmente. Se para um tutor pode ser difícil abandonar um cãozinho, para o animal, o abandono é o começo de um caminho muito difícil, que tem um final feliz na forma de adoção só para 45% deles. Infelizmente, 55% deles ainda continuarão vivendo nas associações protetoras, onde o ambiente desconhecido, a mudança repentina da rotina e o isolamento do grupo social do animal podem significar um grande estresse. :(


Mesmo estando muito longe de erradicar o problema, as campanhas de sensibilização da população contra o abandono dos animais começam a fazer efeito.


Cada vez mais as pessoas tentam escolher um cão que se “encaixe” melhor ao seu estilo de vida e, antes de adotar, consultam profissionais do setor para ter expectativas realistas sobre a dedicação que o animal de estimação precisará em termos de tempo e dinheiro.


Cabe lembrar que o abandono de animais é uma forma de maus-tratos, crime que está tipificado, no Brasil, no artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais (9.605/98). O abandonador está sujeito a uma pena de detenção de 3 meses a 1 ano, além de multa. Apesar disso, pode-se afirmar que, na maioria das vezes, quem pratica esse crime acaba impune, pelo abandono de animais ser um crime silencioso.


Voltando para a minha história, depois de muito pouco tempo os meus tutores decidiram que eu não faria mais parte da família deles, pois os meus comportamentos não estavam melhorando e eles estavam decepcionados com a expectativa que havia em torno da minha chegada ao lar deles... maaaaas, para a minha sorte, eu fui adotado justamente pelo meu profe, que agora seria o meu novo papis. :)


Ah, eu também ganhei uma mamis nova, que foi me buscar para irmos para a minha nova casa. A despedida até que foi tranquila pra mim, pois ainda era muito novinho; só na hora de entrar no carro e ir embora que eu fiquei mais triste e chorei muito, mas logo passou.


A conclusão é que, para que o abandono seja cada vez menos frequente, a decisão de ter um animal deve ser tomada em família, dividindo as diferentes tarefas e responsabilidades entre todos os membros dela. E, mais uma vez, é essencial ter paciência! Além disso, é importante apresentar a nova casa, estabelecer as regrar e definir os limites.


E é justamente isso que vou apresentar na próxima série de posts. Não perca o próximo capítulo!


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