Cães idosos



Você já reparou que está cada vez mais frequente nos deparamos com os cães atingindo a terceira idade?


Essa longevidade está se tornando cada vez mais possível devido a diversos fatores, como o maior cuidados por parte dos tutores, a alimentação adequada às fases (e estilos) de vida dos cães e também os avanços da medicina veterinária e de pesquisas na área (existem até mesmo veterinários especializados em geriatria canina).


Envelhecimento é definido como um processo biológico complexo, que resulta na redução progressiva da capacidade do animal manter o equilíbrio sob estresses fisiológicos internos e ambientais, aumentando assim suas chances de contrair doenças.


O processo de envelhecimento por si só não deve ser encarado como uma doença, mas pode trazer deficiências nas funções cardiorrespiratórias, renais, urinárias e de fígado, além de fragilizar o sistema imunológico, tornando o cachorro mais suscetível a infecções.


Diversos fatores genéticos, ambientais e nutricionais podem influenciar o envelhecimento e, durante esse processo, vários órgãos do corpo do cão têm suas funções diminuídas como, por exemplo, o coração, os rins, o fígado e os pulmões. Há diminuição também dos movimentos intestinais (prisão de ventre) e da capacidade do sistema de defesa em proteger o organismo.


Os cães idosos machos apresentam alterações na próstata (aumento) enquanto as fêmeas apresentam alterações nas glândulas mamarias (endurecimento). Ambos geralmente sofrem com alterações hormonais e também com alterações na produção de células sanguíneas podendo desenvolver anemia.



A partir de qual idade o cachorro é considerado idoso?


Um cão é considerado idoso a partir do terço final de sua expectativa de vida média, sendo que isso depende sempre de seu porte e raça. Cães de pequeno porte, como o Poodle, chegam à terceira idade aos 9 anos. Os de tamanho médio, como o Cocker, a partir dos 8 anos. Já os cachorros grandes, como o Labrador e o Boxer, podem ser considerados idosos já aos 7 anos.


O relatório anual publicado pelo Banfield Pet Hospital, dos Estados Unidos, mostrou que cães com menos de 9 kg, como Shih Tzu e Yorkshire Terrier, vivem cerca de 11 anos. Já cães acima de 40 kg, como o São Bernardo e o Mastiff, vivem aproximadamente 8 anos. A análise foi feita com mais de 2.500 cachorros.


Sintomas da terceira idade


Quando a transição de adulto para idoso chegar, acontecerá uma série de transformações com o seu cão; algumas mudanças podem ocorrer até mesmo antes da fase senil, dependendo da raça e do porte do cão. Por isso a observação constante é fundamental!


Os principais sinais que um cachorro ficou idoso são:


Pelos grisalhos

Em alguns cães, os pelos sofrem uma alteração de coloração, assim como em nós, humanos. Os pelos ficam grisalhos e com uma textura mais fina, quebradiça e sem brilho. A pele também fica mais fina e o cachorro idoso pode se machucar mais facilmente.


Patas espessas

Outro sinal é a alteração nos coxins das patas, as almofadinhas. Elas ficam mais espessas e ásperas, o que é totalmente natural e não é prejudicial à saúde do cão.

À medida que eles envelhecem, seus níveis de atividade diminuem, fazendo com eles passem a maior parte do tempo deitados, o que induz o aparecimento de calos principalmente nos cães de raças grandes. O aparecimento dos calos é mais frequente na região dos cotovelos e naqueles animais que repousam sob superfícies duras.


Perda dentária

Outro fator comum ao envelhecimento é a perda de dentes e doenças nas gengivas. Com o acúmulo de sujeira ao longo dos anos, a arcada dentária perde o cálcio e fica mais frágil. Alguns cães precisam, inclusive, de substituir a ração seca pela úmida para facilitar a deglutição. Observe se há um intenso mau hálito ou sangramento nas gengivas, que são alguns dos principais sinais de que a saúde bucal do seu cachorro não vai bem.


Dificuldade de mobilidade

A locomoção dos cachorros fica prejudicada, já que há um enfraquecimento dos ossos e das articulações. A massa muscular também costuma se perder e, como o cão passa a fazer menos exercícios, ele pode entrar em um círculo vicioso.


Letargia

Cães idosos dormem muito mais do que os jovens e você perceberá seu cachorro mais apático, deitado grande parte do dia. Isso não significa que ele está triste, apenas mais cansado com a chegada da idade.


Dificuldade de enxergar

Problemas de visão como a catarata, glaucoma e a esclerose nuclear (doenças que dão um aspecto azulado ou uma mancha branca no olho) são muito comuns na velhice. Alguns cães podem até chegar a perder a visão.


Perda auditiva

A dificuldade de ouvir também é normal com o avanço da idade, já que pode acontecer uma perda auditiva. Se no dia a dia o seu cão não está respondendo aos seus comandos, está latindo alto demais, ou não está notando a chegada de outras pessoas em casa, é o momento de ficar em alerta.



Cuidados Especiais com Cães Idosos


É importante manter os hábitos saudáveis que você sempre teve com ele ao longo da vida, como alimentação rica em nutrientes, exercícios físicos regulares, consultas recorrentes ao veterinário, vacinação em dia, higiene (pele, orelhas, unhas e dentes) e viver em um ambiente limpo e feliz.


Assim como os humanos, cães devem contar com a avaliação médica periodicamente, garantindo a prevenção e o tratamento precoce de doenças. Esse cuidado deve ser levado à risca quando tratamos de cães idosos! Estabeleça uma rotina de visitas semestrais para um check-up geriátrico, composto por avaliação oftálmica, auricular, exames de sangue, ultrassom, entre outros.


Além disso, uma das principais mudanças notadas com a chegada da idade para cães é a diminuição na mobilidade. Por isso, é importante adaptar o ambiente onde o animal passa o tempo para evitar eventuais acidentes. Mantenha o acesso à água, comida e cama sempre facilitados e sem obstáculos.


Fique atento também a mudanças de comportamento (tais como estresse ou ansiedade) ou ao surgimento de algum sintoma. Nesses casos, talvez a consulta ao veterinário deva ser adiantada.


Importante! Os tutores de cães idosos podem se beneficiar muito com os planos de saúde animal. Afinal, tantas idas ao veterinário, exames, tratamentos e consultas com especialistas podem sair caro se pagas de forma particular.


Não é fácil conviver com cães na terceira idade, porque eles perdem vitalidade e passam a não responder com a mesma animação aos chamados para passeios e brincadeiras. Mas, com cuidados adequados é possível prolongar consideravelmente a vida do seu cachorro, sem que sua qualidade de vida seja limitada.


Se o seu cão está chegando à terceira idade, isso provavelmente significa que vocês contam com uma longa história juntos. Por isso seja paciente e acompanhe todas as necessidades dele; assim você retribui todo o carinho e companheirismo que ele ofereceu durantes tantos anos para você!


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