O que são as 5 liberdades?



Ao contrário do que é comum os tutores pensarem, as únicas coisas necessárias não são o alimento, a água e o abrigo; o bem-estar animal envolve não só questões físicas, mas também mentais.


Mas afinal, o que são as 5 liberdades?


O conceito de bem-estar animal é garantir a qualidade de vida do animal e que suas necessidades básicas sejam supridas, considerando as 5 liberdades, dentro do meio em que este se encontra e da sua relação com o homem.


Antes da criação das 5 liberdades, não existia uma forma objetiva e quantitativa de classificar o bem-estar animal. Desta forma, tornava-se difícil identificar animais que não vivessem em boas condições.


Foi então que no início dos anos 60, na Inglaterra, esse assunto começou a ser discutido pelo governo, pelas empresas e pela população em geral.


A situação no momento, de fato, era muito ruim. Boa parte dos animais criados na Inglaterra viviam em espaços insuficientes para que pudessem se deitar, virar, cuidar de seu próprio corpo de acordo com os hábitos que naturalmente apresentam na natureza ou esticar os membros.



Em 1965 foi criado um relatório pelo governo e esse documento foi oficializado em 1979, em forma de lista. A partir desse momento, as liberdades são um instrumento reconhecido mundialmente para diagnosticar o bem-estar animal e incluem os principais aspectos que influenciam sua qualidade de vida. As 5 liberdades são:


Liberdade nutricional: o animal deve ter acesso a comida e água na quantidade, qualidade e frequência ideais para manter sua saúde e vigor.


Liberdade sanitária: a saúde do animal deve ser preservada. Além da prevenção, ele deve receber um rápido diagnóstico e tratamento adequado quando necessário.


Liberdade ambiental: o ambiente em que eles vivem deve ser adequado a cada espécie, com condições de abrigo e descanso adequados.


Liberdade comportamental: o animal deve ter a liberdade para se comportar naturalmente, o que exige espaço suficiente, instalações adequadas e a companhia da sua própria espécie.


Liberdade psicológica: engloba as liberdades anteriores e expande a liberdade comportamental, incluindo outros estados mentais negativos, como o tédio. O animal não deve ser protegido apenas do sofrimento físico, mas também a sua saúde emocional e mental precisa ser preservada.


Infelizmente, a maioria dessas liberdades raramente é respeitada e cabe a nós a responsabilidade de não coagir com os locais que não as levam a sério e também proporcionar essas liberdades a nossos animais de estimação.


Apesar de a lista ter sido criada com o objetivo de melhorar o bem-estar de animais de produção, as 5 liberdades se aplicam também a todos os animais de estimação.


Aqui no blog já falamos indiretamente sobre a liberdade nutricional, com a alimentação adequadas e os comedouros e bebedouros ideais; sobre a liberdade sanitária, com a higiene e vacinação caninas; a liberdade ambiental, com a escolha da cama adequada e a preparação do ambiente; e a liberdade comportamental, com os limites estabelecidos e o código de conduta.


Agora, em relação a liberdade psicológica, nos próximos posts vamos falar sobre enriquecimento ambiental e como isso é fundamental para os cães. Não perca!


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