Vacinação canina



Primeiro contato estabelecido, ambiente preparado e adaptado, doguinho limpo e alimentado; agora é hora de levá-lo ao veterinário!


Assim como um pediatra, ele vai te instruir sobre cuidados, alimentação e outros temas importantes; além, claro, tudo sobre a vacinação.


Antes de mais nada, é importante entender para que servem as vacinas. Produzidas a partir de bactérias ou vírus atenuados, são um método de imunização bastante seguro. Elas têm como função induzir o organismo a produzir seus próprios anticorpos e cada uma tem um período de ação.


Os efeitos colaterais existem, mas são raros; sendo os mais frequentes: febre, edema na região onde foi aplicada e sensação de desânimo.


No Brasil, não existe um calendário oficial de vacinação. O protocolo mais usado começa aos 45 dias de vida, com a vacina múltipla canina (geralmente V8 ou V10), seguida de 3 a 4 doses a cada 4 semanas. Já a vacina antirrábica é feita em dose única com 12 semanas de vida. Mas essa programação pode variar.


A V8 e a V10 protegem os cães de 7 doenças consideradas graves: cinomose, hepatite infecciosa canina, parvovirose, leptospirose, adenovirose, coronavirose e parainfluenza canina. Já a vacina antirrábica protege os cães contra a raiva.


Além dessas vacinas, existem outras doses de imunização que também são importantes, como as vacinas contra a leishmaniose, a giárdia e a gripe canina.


Vale lembrar que a aplicação ou não e a organização dessas vacinas estará no calendário de vacinação do seu cão, feito por um médico veterinário.

Algumas dessas doenças são consideradas zoonoses, ou seja, podem ser transmitidas para o homem!


Agora, caso você tenha encontrado ou adotado um cão sem histórico de vacinação, é importante levá-lo ao veterinário para que este estabeleça o melhor esquema vacinal para ele. Geralmente, são feitas duas doses da vacina múltipla e uma dose da vacina contra raiva.


Em relação à vacina contra a raiva, ela faz com que o animal crie uma resposta imunológica contra o vírus. O cão encontra-se protegido 14 dias após a injeção da vacina. Se for corretamente administrada, a sua eficácia é de 100%.


A primeira administração da vacina tem duração de 1 ano. A vacinação de cães com menos de 12 semanas de idade não é eficaz, já que os anticorpos maternos neutralizam o efeito.


Manter o cãozinho com o cartão de vacinas em dia contribui para o chamado “efeito rebanho” que se espera com a imunização: quanto mais animais domésticos forem vacinados, menor é a chance de as doenças em questão se tornarem endêmicas.


Use sempre o bom senso e procure o máximo de informações que puder.


A seguir, 4 dicas para a vacinação não ser um problema:


1. Aplique a vacina em um local onde o cão se sinta confortável. A sua própria casa pode ser uma opção, basta organizar isso com o veterinário.


2. Prepare tudo para o momento. Se o cão for calmo e manso, basta colocar uma guia nele. Agora, se ele agressivo, é importante que ele esteja de focinheira.


3. Após a vacinação, o cão pode ter uma mudança comportamental nas primeiras 24 horas. Isso acontece porque o organismo dele está assimilando a vacina. Você só precisa se preocupar se após essas 24 horas ele não voltar ao normal.


4. Use recompensas antes, durante e depois da vacinação. A associação positiva é fundamental para que sempre seja tranquilo levá-lo ao veterinário.


Após receber todas as vacinas necessárias e a autorização do veterinário, você já pode começar a passear com o seu cãozinho e deixá-lo interagir com todos.


E, falando em passeio, no nosso próximo post você vai saber tudo o que precisa para poder aproveitar bastante os passeios com o seu doguinho!


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